Furos de Aljubarrota e Bajouca

Existem neste momento dois contratos ativos em Batalha e Pombal assinados com empresa Australis Oil & Gas para prospeção e exploração de hidrocarbonetos. Os contratos foram assinados pelo governo do PSD/CDS-PP no dia 30 de Setembro de 2015, ou seja, quatro dias antes das eleições legislativas de 2015.

A empresa agendou dois furos para 2019, um em Aljubarrota e outro na Bajouca. O início dos trabalhos aguarda assim o parecer da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). Os furos de gás neste zona não só ameaçam toda a zona aquífera subterrânea (uma das maiores do país), mas também o património arqueológico. Isto representa um desastre para a agricultura local. Mesmo que o parecer da AIA para os furos venha a ser positivo e considere que não haverá danos significativos no local, o impacto ambiental destes furos é real e está já abundantemente “avaliado” pela ciência: as alterações climáticas.

Para além disso, os contratos prevêm a possibilidade de fratura hidráulica (ou fracking), um método altamente poluente e com riscos locais acrescidos (contaminação química de solo e aquíferos e intensificação da atividade sísmica da região). A empresa insiste que este furo não empregará fracking durante a prospeção, mas na verdade o contrato prevê que se a autoridade tutelar não responder a um pedido de licenciamento de fraturação hidráulica num prazo de 30 dias, este é automaticamente considerado aprovado. Investir em combustíveis fósseis não pode ser justificado por jogos de palavras ou subterfúgios legais deste género.

Parámos o furo de Aljezur. Agora é a vez de pararmos os furos de Aljubarrota e Bajouca.

Mais informações:

Campanha Linha Vermelha

Movimento do Centro contra a Exploração de Gás