Projeto de tricô e crochê que alerta para furos de gás e petróleo visita Algarve

A campanha «Linha Vermelha», que decidiu pegar em agulhas e lãs para alertar os cidadãos para a existência e perigo dos contratos de sondagem e prospecção de petróleo e gás em Portugal, vai estar no Algarve nos próximos dias.

Este projeto original vai estar presentes no Algarve já esta semana com cinco eventos, em Aljezur, Portimão, Tavira e São Brás de Alportel, em coprodução com organizações locais.

A campanha «Linha Vermelha» está a decorrer desde início de 2017 e já tem cerca de 30 grupos de tricô espalhados por todo o país, tentando bater o Guinness do mundo da maior linha vermelha do planeta.

A organização espera, com a utilização desta metodologia “mais leve e divertida, informar e mobilizar mais pessoas não só contra a exploração dos hidrocarbonetos em Portugal, mas também alertar para as alterações climáticas e para a aposta num futuro verde e de transição justa”.

Segundo João Costa, cocoordenador da campanha, existem neste momento dois contratos ativos para sondagem de gás na zona entre Fátima e Coimbra, mais concretamente em Aljubarrota e na Bajouca.

“Os primeiros dois furos estão já planeados para 2019, e estão neste momento em consulta pública. Fomos tomados de surpresa, a atenção estava toda em Aljezur, e a multinacional Australis Oil & Gas, com sede no Texas, aproveitou-se para avançar na calada”, afirmou.

A presença no Algarve servirá para apelar à solidariedade dos algarvios para com as gentes do centro do país, “que partilhem a sua força e conhecimento que permitiu ao Algarve travar o furo de Aljezur”.

“No entanto, gostaríamos de alertar que estes contratos ainda não foram oficialmente cancelados, nem a Galp/ENI oficialmente saiu do jogo”, considerou, sobre o furo de Aljezur, do qual a Galp já anunciou ter desistido.

Artigo original: regiao-sul.pt